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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Encontro de Griôs em Muricilândia é foco de pesquisa acadêmica de mestrado

12.04.2018

Sarah Tamioso

Momento em que a anciã faz o pedido de bênçãos aos ancestrais (Foto: Kênia Costa/UFT)

O Encontro dos Griôs, na comunidade quilombola Dona Juscelina, que fica no município de Muricilândia (a 65 quilômetros de Araguaína) está sob o foco do olhar de acadêmicos do Programa de Pós-graduação (mestrado) em Estudos de Cultura e Território (PPGCult) do Câmpus de Araguaína. O evento teve início no último domingo (8) e segue por mais dois finais de semana.

O mestre de cerimônias, Manoel Filho Borges, é também aluno especial do PPGcult e conta que os griôs - que são as três mulheres e os quatro homens mais velhos da comunidade -  consumaram o evento de forma coletiva. “É muita riqueza para uma cabeça só. Os griôs debateram como se daria o encontro. O dia de hoje (domingo) foi uma demonstração que a comunidade está viva, atuante”, conta Borges. A idealização do Encontro é de um Coletivo de Jovens Quilombolas de Muricilândia.

A programação no domingo contou com cortejo da bandeira do Espírito Santo, entoação de cantos, pedido de bênçãos aos ancestrais e os depoimentos de experiências dos griôs, que foi um momento intitulado como Roda de Transmissão de Saberes e Fazeres. A matriarca da comunidade quilombola, Lucelina Gomes dos Santos, também presidente do Conselho de Griôs, destacou o legado que poderia ser repassado aos mais jovens. “Minha comunidade são 236, e esses tem que caminhar também, vão no meu rastro”, ressaltou.

Para a professora Kênia Costa, que participou do evento, a comunidade tem permitido que a cultura se mantenha viva e o evento veio somar aos esforços dos quilombolas para manutenção de seus saberes e conhecimentos. “O Conselho de Griôs se instituiu para fortalecer as vivências desse povo que luta para recuperar seu território e a juventude é a continuidade das tradições e ritos”, reflete ela. O professor Elias da Silva, que também acompanhou, afirmou que as pesquisas desenvolvidas ali proporcionam um diálogo entre a Universidade e a comunidade.

No sábado (14), o evento continua com a coleta de materiais naturais, como mandioca, coco babaçu e a palha do coco babaçu, que serão tratados para que no dia seguinte sejam confeccionados produtos de artesanato e culinária. No dia 21 de abril serão realizadas oficinas de música e dança com a dança do rebolado, roda lindô e roda de capoeira e no domingo (22) às 19h30 o evento se encerra com uma noite cultural em homenagem aos griôs e exposição do que foi produzido nas oficinas de transmissão de saberes e fazeres. (Com informações de Keliane Vale)

Fotos




quinta-feira, 15 de março de 2018

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Pesquisa vai traçar perfil dos acadêmicos de Universidades Federais

01.02.2018

Assessoria de Imprensa da Andifes

Andifes e Fonaprace realizam a quinta edição da Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assistência Estudantil (Fonaprace) estão realizando a quinta edição da Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais. Os dados são fundamentais por gerarem subsídios para políticas públicas e diagnóstico de como está constituído o corpo discente das universidades, com a finalidade de auxiliar, também, nas demandas de assistência estudantil. Na última edição da pesquisa, em 2014, quase 15 mil estudantes da UFT (exatos 14.938) participaram respondendo ao questionário. Confira a íntegra da pesquisa aqui.

Os estudantes serão convidados a participar da pesquisa durante o período de matrícula. Ao acessarem as áreas reservadas à realização do registro pessoal, nos respectivos portais de suas universidades, os alunos irão encontrar um banner-convite, com link de acesso ao questionário.



Evolução no perfil

Estudos anteriores, também realizados pela Andifes, mostram a evolução do perfil dos graduandos, considerando os processos seletivos massivos, como o Enem, a criação de mais de 300 câmpus no interior do País e a Lei de Cotas, criada em 2013, e que garantiu o ingresso de 32% dos estudantes que compõem o corpo discente das 63 universidades federais brasileiras. O número de alunos negros quase triplicou de 2003 a 2014. Juntos, negros e pardos já representavam, há três anos, 47,5% do total de estudantes das universidades federais do Brasil.

Os outros levantamentos feitos pela Associação mostram, ainda, que dois terços dos universitários têm origem em famílias com renda média de 1,5 salário mínimo. Os dados desmistificam a ideia de que os alunos de universidades públicas pertencem às camadas sociais com rendas altas.

O secretário executivo da Andifes, Gustavo Balduino, ressalta que os indicadores gerados pela pesquisa também auxiliam no aumento da eficiência da gestão dos recursos públicos destinados às universidades federais.

De acordo com o coordenador do Fonaprace, professor João de Deus Mendes, “a V pesquisa é resultado do aperfeiçoamento das anteriores e servirá de base para redefinição de políticas de assistência estudantis nas Ifes e, sobretudo, como base de dados relevante para pesquisas, bem como instrumentalização na defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e que preconize a assistência estudantil como política de garantia da permanência e êxito desses discentes.”

De acordo com a coordenadora da pesquisa, professora Patrícia Vieira Trópia, a consulta contribui para a melhoria da universidade, assim como para a defesa do “caráter público, gratuito, de qualidade e inclusivo”. (Colaborou Samuel Lima/Dicom-UFT)

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Pesquisa sobre assistência estudantil na UFT aponta que bolsas contribuem para bom rendimento acadêmico

28.09.2017

Samuel Lima

Não ter preocupação com moradia e alimentação enquanto está em processo de estudo na universidade é o sonho de quase todo acadêmico que vai buscar conhecimento e qualificação numa cidade que não é a sua. Uma pesquisa encabeçada pela Diretoria de Acompanhamento dos Programas de Assistência Estudantil (DAP) da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Proest) apontou que a concessão de bolsas e auxílios para alimentação e permanência auxilia também no desempenho acadêmico do estudante. Dados da Pró-reitoria de Graduação (Prograd) aponta que três em cada quatro alunos da UFT são do próprio Tocantins. Ainda assim, a  UFT registra que muitos acadêmicos mudam de suas cidades para poder estudar em um dos sete câmpus da UFT e isto gera um custo adicional para o aluno.



Para auxiliar neste tipo de situação e também para amparar os acadêmicos com menos recursos financeiros (em vulnerabilidade econômica), há diversos tipos de bolsas da assistência estudantil, por meio dos recursos do Plano Nacional de Assistência Estudantil  (Pnaes). Na UFT, segundo apontaram resultados da pesquisa - desenvolvida no mês de maio deste ano - metade (50,5%) dos estudantes respondentes apontaram que o rendimento acadêmico melhorou muito depois que começaram a receber bolsas e auxílios.

Outros 39,1% dos entrevistados disseram que o rendimento aumentou em partes na questão do rendimento acadêmico. O percentual positivo para a influência da bolsa quanto ao rendimento é corroborado por outra pergunta ("Não receber a bolsa prejudicaria seu desempenho?"), em que 96,3% disseram que "Sim", não ter a bolsa influenciaria negativamente no desempenho acadêmico.



Abrangência

Pesquisa envolveu 550 acadêmicos de todos os câmpus. Realizada por meio de envio de um formulário eletrônico, obteve a participação de 57 acadêmicos do Câmpus de Arraias, 61 de Araguaína; 97 de Gurupi, 45 de Miracema; 145 de Palmas; 30 de Porto Nacional e; 92 do Câmpus de Tocantinópolis.

Foram 45 perguntas envolvendo diversos aspectos da política de assistência estudantil na Universidade e de como (ou se) tem havido contribuição para a melhoria da qualidade de vida e para a permanência e sucesso do ano na Instituição de Ensino Superior. Segundo a diretora Marta Virginia de Araújo Batista Abreu, as informações obtidas por meio da pesquisa "poderão fortalecer os objetivos e embasar decisões sobre aspectos gerais dos programas de assistência estudantil da UFT".

Diretora Marta Virgínia diz que dados vão embasar decisões acerca da assistência estudantil
(Foto: Paulo Teodoro/Arquivo Dicom)

Para a diretora, "o acesso aos auxílios permanência, moradia, saúde e alimentação refletem diretamente no desempenho e manutenção do estudante no curso em que está matriculado. Sem estes auxílios, dificilmente os estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica conseguiriam permanecer na universidade".

A pesquisa revela ainda que 42,4% dos beneficiários estão matriculados em cursos de turno integral; outros 13,5% em cursos noturnos e 25,1% em cursos matutinos. Apenas 1% está no turno vespertino, o que leva a concluir que quase a metade dos participantes não pode ter algum tipo de vínculo empregatício, por conta das aulas nos dois turnos.

O Câmpus de Porto Nacional ganhou recentemente um Restaurante Universitário
(Foto: Daniel dos Santos/Dicom)


Alimentação

Um aspecto levantado na pesquisa diz respeito à alimentação dos estudantes. Conforme a pesquisa, quase metade (46%) dos que responderam a pesquisa disseram que se alimentam nos restaurantes universitários (RUs) da UFT, e 6,7% em cantinas e restaurantes dentro das dependências das unidades universitárias. O percentual de 48,9% dos entrevistados julgaram que o nível da qualidade das refeições oferecidas nos RUs está entre bom e excelente; 40% dos respondentes afirmaram que não utilizam o RU para prover sua alimentação.


Sustento financeiro

Para 33,1% dos estudantes bolsistas que responderam a pesquisa, os auxílios estudantis atendem de forma integral as necessidades financeiras para prover permanência no ambiente acadêmico. Outros 63,3% afirmaram que o recurso dos auxílios/bolsas atende parcialmente suas necessidades. Confira outros detalhes da pesquisa nas imagens abaixo e também na íntegra do documento, postado pela Proest em sua página no Portal da UFT.