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sábado, 9 de setembro de 2017
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Fóruns de Cultura de seis câmpus discutirão diretrizes culturais da UFT
12.07.2017
Paulo Teodoro
Paulo Teodoro
Com o objetivo de debater as políticas de cultura da instituição, seis câmpus da Universidade Federal do Tocantins (UFT) promoverão, entre os meses de agosto e setembro, os seus Fóruns de Cultura. Resultado do I Fórum de Cultura da UFT, os câmpus de Arraias, Araguaína, Gurupi, Miracema, Palmas e Porto Nacional, com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (Proex), proporcionarão um amplo espaço para o debate da diversidade cultural e da demanda de cada região, envolvendo comunidade acadêmica e externa.
De acordo com a diretora de cultura da Proex, Sandra Rodrigues, o resultado final dos Fóruns é um Plano de Cultura de cada câmpus e a posterior elaboração do Plano de Cultura da UFT. “A partir daí, fica mais fácil estabelecer ações coordenadas e até criar um calendário cultural para a instituição”, destaca Sandra.
Rayssa Carneiro, servidora da Diretoria de Cultura da Proex, salienta que todos esses documentos serão apresentados no V Encontro de Cultura das Universidades da Região Norte, que ocorrerá entre os dias 09 e 12 de outubro, no Câmpus de Palmas. “É um trabalho complexo que não pode ser elaborado da noite pro dia, mas que é necessário ser feito", declara.
Em Tocantinópolis, o Fórum de Cultura ocorreu no dia 07 de abril e segundo Giano Guimarães, assistente em administração do câmpus, a comissão do evento já está trabalhando na elaboração do Plano de Cultura. “O Fórum foi importantíssimo, pois conseguimos levantar e absorver questões importantes para nortear algumas diretrizes que tem nos ajudado na construção desse documento”, ressalta Guimarães.
Em Arraias, o documento já foi elaborado e o câmpus realiza nos dias 29 e 30 de agosto o I Seminário de Cultura, Extensão e Pesquisa do Câmpus, que visa socializar a produção de trabalhos na área cultural. (Com informações de Gabriela Letrari - Diretoria de Cultura da Proex).
Publicado em Fórumquinta-feira, 1 de dezembro de 2016
I Fórum de Cultura: Câmpus da UFT debatem propostas para o plano de cultura
01.12.2016
Elini Oliveira e Daniel dos Santos
Elini Oliveira e Daniel dos Santos
O I Fórum de Cultura da UFT reuniu na manhã desta quarta-feira (30), professores representantes dos sete câmpus com diversas entidades ligadas a camada cultural da sociedade tocantinense. Com o objetivo de debater, sensibilizar e pensar em possíveis ações que a universidade como fomentadora de cultura pode contribuir em seu plano de ação cultural que será proposto no final do evento.
Os debates foram realizados em grupos divididos e cada câmpus debateu entre si as suas necessidades e propostas para o plano de ação cultural que será criado posteriormente ao fórum.
Leila Beatriz Oliveira, artesã de Tocantinópolis, se reuniu juntamente com os representantes da UFT na sua cidade, para levar as suas propostas para o plano de ação. "A nossa cidade é extremamente cultural, mas as pessoas não sabem disso. Não sabem das nossas manifestações. Essa valorização da identidade cultural que a universidade está propondo é uma grande oportunidade", ressalta.
No fórum também estiveram presentes representantes do Circo Social Os Kako. A entidade realiza atividades semanais de educação em artes circenses, lidando com o ensino-aprendizagem como forma de transformação sociocultural.
A produtora cultural do Os Kako, Marcela Pultrini, comenta que o circo também é uma ferramenta pedagógica e por este motivo deve estar ligado a área acadêmica.

"Trabalhamos com a arte como instrumento de educação e sabemos a necessidade desse apoio da academia, dessa aproximação, afinal a universidade também tem esse papel enquanto agente de transformação social, e essa transformação deve passar pela parte cultural", explica.
A produtora cultural do Os Kako, Marcela Pultrini, comenta que o circo também é uma ferramenta pedagógica e por este motivo deve estar ligado a área acadêmica.

"Trabalhamos com a arte como instrumento de educação e sabemos a necessidade desse apoio da academia, dessa aproximação, afinal a universidade também tem esse papel enquanto agente de transformação social, e essa transformação deve passar pela parte cultural", explica.
Na ocasião a diretora de cultura, Sandra Rodrigues, relembrou aos participantes que o Fórum tem a intenção de propor discussões e trocas de experiências, e promovendo diálogos entre pessoas.
Publicado em Fórumsexta-feira, 11 de novembro de 2016
Elba Barretto (USP) fala de políticas de educação e currículos
11.11.2016
Antonio Carlos Ribeiro
Antonio Carlos Ribeiro
Araguaína - O III Fórum das Licenciaturas da Universidade Federal do Tocantins - UFT, realizado na manhã de 10 de novembro no auditório da Faculdade Católica Dom Orione - FACDO, levantou a questão das Políticas de Educação e os Currículos na sociedade brasileira.
A Profª Elba Siqueira de Sá Barretto, da Universidade de São Paulo (USP), historiou as políticas de educação no Brasil entrelaçadas com as políticas de currículo. Lembrou os papéis da Constituição de 1988, ao ampliar o conceito de educação básica e reafirmar o direito de todos à educação; da Lei de Diretrizes e Bases de 1996, que determina a formação docente em todas as etapas da escolaridade em nível superior ao mesmo tempo que reafirma a ponte com a diversidade no currículo; e dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) com a transição das políticas da igualdade para as políticas da diversidade.
Denunciou que políticas tradicionais desconhecem a extrema diversidade de nossa população, especialmente as que sofrem maiores dificuldades e têm mais limitações para usufruir dos avanços da educação. Defendeu os temas transversais, por criarem espaço institucional nos currículos para a abordagem de temas de grande apelo social, e por criar espaço nacional para que a transversalidade quebre a rigidez da estrutura disciplinar.
Lembrou a expansão dos cursos de licenciatura, especialmente nas modalidades Educação a Distância (EaD) e no Plano Nacional de Formação de Professores (PARFOR), no qual assumiu maior oferta de licenciaturas, apesar da falta de estrutura das prefeituras. Isso mostrou problemas na concepção, desequilíbrios na formação e a formação predominantemente disciplinar, com 40% dos docentes lecionando disciplinas em que não foram formados.
No governo Lula houve avanços, afirmou, apesar de terem professores formados em escolas particulares. E dos alunos que não tiveram pais com educação prolongada e de qualidade. Por isso a importância do currículo da escola básica ter como objetivo formar cidadãos, identidades a serem aprofundadas, e só depois pensarem no exercício das profissões.
Isso garantiu a consistência do currículo na escola básica, com algum controle sobre prescrições como livros didáticos afinados com os PCNs, formação docente referida aos PCNs e matrizes das avaliações externas referidas aos PCNs, que foram mantidas no governo Dilma, com ênfase na qualidade social da aprendizagem como direito de todos, e na ênfase na diversidade.
Isso impactou as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, que passou a ter nove anos (CNE 2010), assegurando a diversidade com uma das matrizes do currículo para afetar a todos, mudando o padrão das relações sociais do conjunto da sociedade e a condição para assegurar o direito das minorias, e enfatizou: "Se a sociedade não muda, o direito do outro não se estabelece!" Por esta razão, temas como a diversidade - mesmo sendo centrais - sofrem com a escassa presença de conteúdos que promovem a construção.
Publicado em FórumDas políticas públicas ao currículo multiculturalista
11.11.2016
Antonio Carlos Ribeiro
Antonio Carlos Ribeiro
Araguaína - O III Fórum das Licenciaturas da Universidade Federal do Tocantins - UFT, realizado na 6ª feira (11) pela manhã, no auditório da Faculdade Católica Dom Orione - FACDO, levantou a questão das Políticas Públicas e Currículo multiculturalista na formação docente.
A mesa redonda teve a participação do Prof. Dr. Cleomar Locateli, da UFT (Câmpus Tocantinópolis) e do Prof. Dr. Damião Rocha, da UFT (Câmpus de Palmas) e foi coordenada pelo Prof. Dr. Walace Rodrigues, do Colegiado de Letras.
O Prof. Locatelli apresentou uma pesquisa histórica, mostrando a forma como a educação é tratada desde o período imperial, especialmente após o surgimento das primeiras universidades, que nunca se mostraram preocupadas com a formação pedagógica dos professores, privilegiando o domínio do objeto do ensino.
A licenciatura de baixa qualidade e a desvalorização profissional
(Foto: Antonio Carlos Ribeiro/UFT)
As formações emergenciais sempre utilizaram os chamados 'professores leigos', fato que tornou pouco importante o papel da licenciatura, tornando-a apenas um 'verniz pedagógico' até nossos dias, quando esse fenômeno fica encoberto pela chamada 'certificação alternativa' em países desenvolvidos.
Isso implica também que a formação em massa e de qualidade duvidosa, enfatizou Locatelli, se reflete na desvalorização dos profissionais do magistério. Isso resulta no aligeiramento e na flexibilidade fora da universidade, que reduzem a qualidade acadêmica, científica e cultural.
E concluiu enfatizando a urgência do compromisso com a educação de qualidade, do direito à igualdade, da superação do aligeiramento, da universidade como locus de formação e da compreensão da relação entre formação e valorização do trabalho.
O Prof. Damião Rocha apresentou o tema da diversidade aplicada à formação de docentes, que envolve multiculturalismo, interculturalidade, alteridade, diversidade e o encontro com o diferente e as diferenças, partindo da metáfora entre o arco-íris e o daltonismo, surgida da polarização entre a pluralidade de cores e a incapacidade de percepção visual.
Rocha e a metáfora entre o arco-íris e o daltonismo
(Foto: Antonio Carlos Ribeiro/UFT)
Debate a 'crítica da razão indolente', de Boaventura Souza Santos, que explica a situação do golpe, que não surge da busca de respostas às demandas, mas da decisão pela inércia intelectual que exibe a realidade brasileira imersa na crise de paradigmas - o período de transição da zona limítrofe entre a incapacidade do novo e o retorno ao que já não satisfaz - obrigando o surgimento do epistemicídio, o assassinato do conhecimento.
A interculturalidade se coloca entre o encontro enriquecedor com o diferente e a necessidade patológica de canibalizar as diferenças, com a ingênua pretensão de superar pela força. É ela quem mostra a existência como interação educativa dos culturalmente diversos, com diálogo e respeito mútuo, e propõe um 'arco-íris curricular'.
Publicado em FórumFórum das Licenciaturas debate Política na Educação e Diversidade na Sociedade
11.11.2016
Antonio Carlos Ribeiro
Antonio Carlos Ribeiro
Araguaína - O III Fórum das Licenciaturas da Universidade Federal do Tocantins - UFT, realizado na manhã de 10 de novembro no auditório da Faculdade Católica Dom Orione - FACDO, levantou a questão da Política na Educação Brasileira associada à discussão dos currículos e às ações fundamentais.
Prof. José Manoel dá as boas-vindas a docentes, discentes e convidados
(Foto: Antonio Carlos Ribeiro/UFT)
A abertura do Evento foi presidida pelo Diretor do Câmpus de Araguaína, Prof. Dr. José Manoel Sanches da Cruz, que saudou os participantes das licenciaturas e os representantes do movimento de ocupação, e propôs um manifesto político diante da crise da educação.
A Pró-Reitora de Graduação, Profª Drª Berenice Feitosa da Costa Aires, lembrou que os ocupações devem ser visíveis para a sociedade mas geram impactos na crise e consequências na reposição das aulas e periodização do calendário universitário.
A Profa Elba Barretto discorre sobre a relação entre políticas de educação e currículo
(Foto: Antonio Carlos Ribeiro/UFT)
A mesa redonda 'Políticas de formação docente e a diversidade na educação básica', coordenada pela Profª Drª Rosária Helena Ruiz Nakashima, teve a participação da Profª Drª Elba Siqueira de Sá Barretto (USP), que historiou as políticas de educação no Brasil entrelaçadas com as políticas de currículo.
A Profª Anna Benite sintetiza os enfrentamentos e conquistas do movimento nos últimos séculos
(Foto: Antonio Carlos Ribeiro/UFT)
E da Profª Drª Anna Maria Canavarro Benite (UFG), que discutiu o conjunto de avanços do movimento negro - da diáspora africana até as lutas pela diversidade - incluindo o papel da 'Ciência' na invenção do racismo e a resistência da sociedade ao multiculturalismo.
Publicado em Fórum


12:07
Anônimo
















